APELDOORN – MUNDIAIS DE PISTA – DONOS DA CASA DOMINAM O PRIMEIRO DIA

 

Festa em casa! Os holandeses começaram dominando o primeiro dia de disputas no Omnisport Velodrom de Apeldoorn,  conquistando duas das três medalhas de ouro em jogo na abertura dos Campeonatos Mundiais de Ciclismo de Pista

Kirsten Wild comemora o ouro no Scratch – a campeã holandesa ainda disputará a prova por Pontos, a Madison e a Omnium – foto: Simon Wilkinson/UCI

Pela segunda vez na história, a primeira foi em 2011, o velódromo de Apeldoorn, na Holanda recebe aos Campeonatos Mundiais de Ciclismo de Pista, os mais antigos do ciclismo tendo sua primeira edição disputada em 1893.

Na 115ª edição dos Mundiais de Pista, mais de 400 ciclistas (235 homens e 172 mulheres) de 40 países  disputarão a camisa arco-íris concedida aos campeões mundiais em 20 eventos.  Segundo a UCI, neste ano a competição teve um crescimento no número de participantes se comparada a edição anterior, com 30 ciclistas a mais. O Brasil não tem  representantes na disputa.  Nesta edição também se comemoram os 60 anos da participação feminina nos mundiais de pista que começou em 1958.

Velocistas holandeses comemoram o ouro no velodromo de Apeldoorn – foto: Simon Wilkinson/UCI

A primeira medalha do dia ficou com Kirsten Wild na prova de Scratch. A holandesa entrou como favorita e no momento certo soube atacar a irlandesa Lydia Gurley que tentou surpreender o pelotão. Com quatro voltas para o encerramento se destacou do grupo para a vitória. A ciclista de 35 já havia conquistado o ouro em 2015 , no Mundial de Yvelines e a prata em Londres/2016 em Londres. A medalha de prata ficou com a belga Jolien D’hoore e o bronze com a dinamarquesa Amalie Didreriksen

Um dia antes da disputa a holandesa já sinalizava que chegou bem preparada para os Mundiais ao comentar: “Fiz toda minha preparação no inverno apontando para este Mundial. Estou na melhor forma da minha vida”, a ciclista além do scratch, está inscrita também para as provas Por Pontos, a Omnium e a Madison.

Kristina Vogel e Miriam Welte, as alemãs tem quatro ouros na Velocidade por Equipes- foto: Simon Wilkinson/UCI

A segunda medalha dos donos da casa foi obtida pelo trio da Velocidade por Equipes formado por Nils van Thoenderdaal, Harrie Lavreysen e Jeffrey Hoogland que superou a equipe britânica por 0,504s. Jeffrey Hoogland comemorou a conquista diante de sua torcida, a equipe vinha de duas pratas consecutivas (Lonres/2016 e Hong Kong/2017). Os holandeses entraram com muita  agressividade na competição, não dando margem aos adversários, na fase classificatória marcaram o melhor tempo, na segunda fase disputada contra os checos mais uma vez o melhor tempo e uma vantagem que superou 1,325s, na final contra os britânicos marcaram os melhores tempos em cada uma das três voltas.

Na prova feminina da Velocidade por Equipes, as alemãs capitaneadas pela multimedalhista  Kristina Vogel conquistaram o ouro., A equipe usou a estratégia de poupar Vogel na fase classificatória – aonde correram Miriam Welte e Pauline Sophie Grabosch para registrar o melhor tempo. Voguel entrou na disputa para o confronto contra as polonesas, aonde ao lado de Miriam Welte registraram mais uma vez o melhor tempo. Na final superaram as donas da casa Kyra Lambeerink e Shanne Braspennicnx por 0,519s.  Kristina Voguel comentou seu quarto ouro nesta especialidade do ciclismo de pista: “Era uma multidão gritando, ganhamos aqui e superamos as holandesas, quando eles tinham uma multidão em casa, esses espectadores todos empurrando  e encorajando. Mas talvez isso tenha colocado  muita pressão [sobre elas]. Nós fizemos um trabalho muito bom e isso é simplesmente incrível ganhar uma medalha de ouro e ser Campeã do Mundo. É a nossa quarta  medalha de ouro (no sprint da equipe – Cali/2014, Yvelines/2015, Hong Kong/2017) por isso é muito especial “. Pela disputa do bronze as russas superaram as chinesas.

O primeiro dia de competições ainda reservou a fase de tomadas de tempo da perseguição por equipes. No feminino as oito melhores avançam, com as melhores marcas ficando com as equipes dos Estados Unidos, Grã Bretanha, Itália e Nova Zelândia. No masculino o quarteto britânico que havia feito o melhor tempo, e superou na fase classificatória aos alemães e com isso ganhou o direito de disputar  o ouro contra os dinamarqueses que haviam feito o terceiro melhor tempo e desbancaram os fortes italianos que disputarão o bronze com os alemães.

Prova de Scratch – foto: Simon Wilkinson/UCI

 

Omnisport Velodrom Apeldoorn

Scratch Feminino

40 voltas – 10 km

1- Kirsten Wild – Dinamarca – 12m19s – vel. média 48.679 km/h

2- Jolien D’hoore – Bélgica

3- Amalie Dideriksen – Dinamarca

 

Velocidade por Equipes

Feminino – 500m

1- Alemanha / Miriam Welte – Kristina Vogel – 32.605s – vel. média 55.206 km/h

2- Holanda/ Kyra Lamberink,  Shanne Braspennincx – 33.124s

3- Rússia /Daria Shmeleva,  Anastasiia Voinova – 32.990s

4- China / Chaorui Song ,  Tianshi Zhong – 33.282s

Masculino – 750 m

1- Holanda / Nils van Thoenderdaal ,  Harrie Lavreysen , Jeffrey Hoogland – 42.727s – vel. média 63.192 km/h

2- Grã Bretanha / Jack Carlin , Ryan Owens, Jason Kenny – 43.231s

3- França /  François Pervis, Sebastien Vigier, Quentin Lafargue – 43.373s

4- Rússia / Alexander Sharapov, Pavel Yakushevskiy, Aleksande Dubchenki – 43.583

O trio holandês foi o mais veloz em todas as fases –  foto: Simon Wilkinson/UCI

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