CAMPEONATO MUNDIAL DE CICLISMO JUNIOR: FRANÇA TEM OS VELOCISTAS MAIS RÁPIDOS

No quarto dia de disputas dos Campeonatos Mundiais de Ciclismo de Pista no velódromo de Montichiari, os velocistas franceses dominaram as provas com Helal Rayan vencendo os 200 m e Mathilde Gros conquistando seu segundo ouro ao vencer os 500m contra-relógio e estabelecendo mais um recorde.  Na Omnium, o dinamarquês Julius Johansen garantiu a camisa arco íris 

Prova de Omnium – foto- foto: Alex Whitehead/©UCI

Mathilde Grou conquistou a sua segunda camisa arco íris em Montichiari,   e mais uma vez estabeleceu um novo recorde. A francesinha, campeã europeia dos 500m contra o relógio registrou o  tempo de 33.937 segundos na fase final,  ficando 0.364 segundos à frente da alemã,  Lea Sophie Friedrich. O antigo recorde era de 33s974 e havia sido estabelecido em  em novembro de 2016  pela alemã, Pauline Sophie Grabosch,  no velódromo de Apeldorm, na Holanda. Yana Tyshenko da Rússia ficou a medalha de bronze. A argentina Natalia Vera que se classificou para a fase final, ficou com o oitavo tempo.

Mathilde Gross conquista mais uma medalha e deixa mais um recorde registrado na pista de Montichiari – foto: Alex Whitehead/©UCI

Mantendo a tradição de bons velocistas como François Pervis e Gregory Beaugé, a França tem em Helal Rayan uma grande aposta de renovação. O garoto que em julho havia conquistado o título europeu, entrou no velódromo de Montichiari para registrar o nelhor tempo na fase classificatória 10s140; depois  nas oitavas  de final venceu o colombiano Juan Esteban Arenas, nas quartas enfrentou e venceu os dois confrontos contra o grego Vasileios Dimitropoulos, na seminifinal superou o polonês Daniel Rochna nos dois matches. Na final contra o russo Dmitry Nesterov não deu a mínima chance ao adversário e venceu os dois matches. Pela disputa do bronze o polonês Daniel Rochna começou bem vencendo o primeiro confronto contra o  australiano James Brister. Porém o australiano venceu o segundo match, provocando a disputa da terceira bateria, aonde foi mais rápido garantindo a terceira posição no pódio.

Rayan Helal segue uma linhagem de ótimos velocistas franceses – foto: Alex Whitehead/©UCI

Na Prova por Pontos, a canadense Maggie Coles-Lyster que já havia conquistado a medalha de prata na Omnium,  conquistou o ouro após entrar em um grupo de seis competidoras (a russa Marri Novolodskaya, a italiana Chiara Consonni, a polonesa Marta Jaskulska, a portuguesa Maria Martins e a holandesa Marit Raaijmakers) que somaram 20 pontos por colocar uma volta sobre o restante do pelotão, além disso foi muito consistente ao vencer quatro dos oito sprints  e conseguir um quarto lugar totalizando 41 pontos e uma gigantesca vantagem sobre a russa Novolodskaya que terminou em segundo com 29 pontos  empatada como a  italiana Chiara Consonni, mas como a russa obteve uma melhor colocação no último Sprint  ficou com a prata e a italiana com o bronze.

A canadense Maggie Coles-Lyster comemora o ouro na Prova por Pontos foto: Alex Whitehead/©UCI

A disputa pelas medalhas da perseguição individual foi um duelo entre neozelandesas entre neozelandesas e italianas. A  neozelandesa  Elles Andrews que pela manhã havia quebrado o recorde da lituana Olivija Baleisyte – 2m22s311 – estabelecido nesse mesmo velódromo em julho de 2016 – marcando 2m18s 080,  venceu a perseguição individual. Elles teve uma vitória apertada ao superar a italiana Letizia Paternoster por apenas 603 centésimos de segundo. Na disputa pelo bronze, foi a vez da italiana Elena Pirrone superar,  com certa  facilidade,  a neozelandesa Nicole Shields.

A neozelandesa Elles Andrews é a nova recordista mundial da perseguição individual da categoria junior e também vestirá a camisa arco íris de campeã mundial de 2017 – foto: Alex Whitehead/©UCI

A prova do Omnium masculino foi muito diferente do que se tem definido  mais ou menos como roteiro para o evento de quatro corridas: a decisão se dá no encerramento com a  Prova Por Pontos.  O vencedor Julius Johansenn fez apenas 1 (um ponto) na prova final e garantiu a camisa arco íris .

Toda a disputa do Omnium  masculino reservou grandes emoções, logo na prova de abertura o Scratch;  o italiano Michele Gazzoli – campeão europeu de estrada – caiu a 23 voltas do final; sem maiores consequências se levantou e seguiu. Porém no sprint final mais um acidente e desta vez de graves consequências. O mesmo Gazzoli se enroscou com outros três ciclistas (o francês Valentin Tabellion, o argentino Ivan Gabriel Ruiz e o iraniano Amirhossein Jamahisian ) que buscavam espaço na arrancada decisiva.   O estrago foi grande e os quatro abandonaram a competição. O scratch foi vencido pelo bielorusso Uladzislau Tsimoshyk, com o dinamarquês Julius  Johansen em segundo.

O dinamarquês Julius Johansen comera o ouro na prova do Ominiun – foto: Alex Whitehead/©UCI

O dinamarquês Johansen venceu a Tempo Race, somando 24 pontos, mesma pontuação do neozelandês Strong Corbin. No acumulado após dois eventos do programa Johansen totalizava 78 pontos, contra 74 de Corbin.

Na prova de Eliminação, terceira do programa da Omnium a vitória foi do belga Fabio Van den Bossche, com o dinamarquês resistindo até a última  passagem garantido a segunda posição o que lhe garantiu a liderança da competição com 116 pontos. Na classificação geral a vantagem, de Van den Bossche era, antes da disputa da decisiva Prova por Pontos, de 26 pontos para o irlandês Xeno e de 28 para o suíço Vogel.

Laragando com 26 pontos de vantagem Julius Johansenn encarou a Prova por Pontos com muita prudência e até certo conservadorismo, fez apenas 1 ponto (4º lugar)  logo no primeiro sprint  intermediário, não se meteu em nenhuma fuga, cuidou dos adversários diretos e saiu com o ouro no peito, o australiano Stephen Cuff ganhou a prata com 109 pontos, saindo da oitava posição após a terceira prova, a eliminação, e durante a prova por pontos mostrando muita agressividade vencendo o segundo sprint intermediário (5 pontos) e o último que valia pontuação em dobro, além disso colocou uma volta sobre o pelotão o que lhe garantiu mais 20 pontos e assim subiu na classificação. O bielorusso, Uladzislau Tsimoshyk fez uma corrida muito parecida saltando da 11ª colocação após o terceiro evento da Omnium, para o 3º lugar com 96 pontos.

O mundial de pista da categoria junior se encerra neste domingo (27/08) com a disputa das provas de  Madison para homens e mulheres, do 1 Km contra o relógio masculino e do Keirin feminino, além disso dentro da programação foi incluída a tentativa do recorde da hora de paraciclismo  no Tandem categoria MB2 (deficiência visual) com os italianos Stefano Cecine e Pierre Amighini.

 

Campeonatos Mundiais de Ciclismo de Pista Junior 2017

Velodromo Fassa Bortolo di Montichiari – Itália

500m Contra o relógio feminino

1 – Mathilde Gros/França – 33s937 – Vel Média 53.039 km/h – Recorde Mundial

2 – Lea Sophie Friedrich/Alemanha – 34s301

3 – Yana Tyshenko/Russia – 34s625

8 – Natalia Vera/Argentina – 35s948

A argentina Natalia Vera passou para a fase final e terminou com o 8º tempo – foto: Alex Whitehead/©UCI

Prova por Pontos feminino – 20 km – 80 voltas – 33m25s

1 – Maggie Coles-Lyster/Canadá – 41 pontos

2- Marii Novolodskaya/Russia – 29 pontos

3- Chiara Consonni/Itália – 29 pontos

4 – Marta Jakulska/Polônia – 27 pontos

5 – Maria Martins/Portugal – 27 pontos

 

Perseguição Individual Fem. – 2 km – 8 voltas

1 – Ellesse Andrews/Nova Zelândia – 2m19s038 – vel. Média 51.784 km/h

2 – Letizia Paternoster/Itália – 2m19s641

3 – Elena Perrone/Itália – 2m22s626

 

Velocidade Masc. 200m

1 – Helal Rayan/França – 10s615 –  67.828 km/h – 10s441 – 68.958km/h

2 – Dmitry Nesterov/Rússia

3 – James Brister/Austrália – 10s783 – 66.771km/h  11s028 – 67.051km/h

4- Daniel Rochna/Polônia – 10s738 – 67.051 km/h

O francês Helal Rayan supera o grego Dimitroupoulos Vasileios nas quartas de final da velocidade 200m – foto: Alex Whitehead/©UCI

Omnium Masc (Scratch/Tempo Race/Eliminação/Prova por Pontos)

1 – Julius Johansen/Dinamarca – 117 pontos

2 – Stephen Cuff/Austrália – 109 pontos

3 – Uladzislau Tsimoshyk/Bielorússia – 96 pontos

4 – Alex Vogel/Suíça – 94 pontos

5 – Corbin Strong/Nova Zelândia – 94 pontos

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